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  localização Rua Victor Meirelles, 59 - Centro - Florianópolis
   
  telefone +55 (48) 3222-0692 / 3223-3274 web site visite sua página web
   
 

Autor de quadros históricos, retratos, panoramas e da mais popular das telas brasileiras, “Primeira Missa no Brasil”

O museu foi inaugurado em 15 de Novembro de 1952, na antiga residência da família do pintor Victor Meirelles de Lima, na esquina das ruas Victor Meirelles e Saldanha Marinho.

A casa é um sobrado típico da ilha de Nossa Senhora de Desterro dos séculos XVII e XIX. No andar superior, que ainda mantém as alcovas, residia a família, enquanto o térreo era destinado ao comércio, ou seja, o armazém do português Antônio Meirelles de Lima, pai do artista.

O Museu hoje engloba não só o espaço das coleções e da casa do artista – patrimônio histórico – mas um espaço cultural de abordagem contemporânea, com uma constante agenda cultural sem perder de vista a preservação do acervo e do edifício com princípios técnico-científicos atuais da museografia, museologia e da conservação preventiva. E, acima de tudo, traz de maneira expressiva ao público a possibilidade de uma vivência dinâmica em um museu.

Víctor Meirelles

Víctor Meirelles, nasceu em 18 de agosto de 1832, na ilha de Nossa Senhora de Desterro, hoje Florianópolis, filho de imigrantes portugueses.

Menino prodígio, recebeu uma bolsa de estudos para aprimorar seu desenho na Academia Imperial de belas artes no Rio de Janeiro. Em 1848, recebeu uma medalha por seus trabalhos e voltou para Florianópolis. Anos depois foi estudar em Paris, Roma e Florença, quando em 1861 o artista apresentou ao júri do salão de Paris sua obra mais famosa: A Primeira Missa no Brasil. Pela primeira vez um artista brasileiro expunha um trabalho num salão internacional.

Na sua volta ao Brasil recebeu a condecoração de Cavaleiro da Ordem de Cristo e a condecoração da Imperial Ordem da Rosa. A partir desse momento Víctor tornou-se o pintor oficial do Império.

Logo voltou para a sua ilha natal, onde pintaria diversas obras, e foi nomeado professor honorário da Academia Imperial de Belas Artes.

Em 1890, quando o poder de D. Pedro começou a cair, o artista começou a sofrer pressões por ser conhecido como pintor da corte. Primeiro é afastado da Escola Nacional de Belas Artes, e depois de um ano é tirado do Liceu de Artes e Ofícios. Assim, seu contato com as artes acadêmicas é perdido, e tem inicio a fase de esquecimento da obra do autor.

Em 22 de fevereiro de 1903, morre Víctor Meirelles de Lima, pobre e esquecido no Rio de Janeiro.

Victor Meirelles deixou um extraordinário acervo, minuciosos esboços, estudos em papel e óleos sobre tela. Ele doou sua obra para o governo federal.

   
 
 
 
     
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