Por Sempre Floripa
 
  PESCA DA TAINHA      
 
   
 

A tradicional pesca da tainha é parte integrante da cultura popular, pois os pescadores se encontram de maio até julho, e cotidianamente, esperam ansiosos ao aviso do vigia – um dos pescadores que fuça observando no alto dos costões, a aproximação dos cardumes - para poderem lançar ao mar suas canoas coloridas e desgastadas pelo uso da pesca, mas que faz parte da paisagem marinha.

 
 
 
Florianópolis
 

Todos os anos, entre maio e junho, o ritual se repete. O vento sul ajuda a guiar as prateadas tainhas. O vento frio, obedecendo ao rito da natureza, cumpre seu destino de orientar os cardumes de tainhas para renovarem o seu ciclo de vida.

Elas partem das lagoas costeiras do sul do país, dentre elas, a Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, para desovarem em águas mais quentes localizadas ao norte.

O Cerco: à primeira vista do cardume, começa o cerco. Depois de horas de observação, de conversa e de paciência, eis que, de repente, num verdadeiro corre-corre colocam as canoas na água. O patrão – pessoa que tem um grande conhecimento de pesca, e dele é a comunicação que resultará no cerco - determina a velocidade das remadas. Sua atenção fica dividida entre os acenos que o vigia faz com um pano, do alto do costão, e a condução da canoa.

No instante que o patrão determina remadas mais lentas, o chumbeiro que tem a função de jogar a rede no mar, já percebe o que deverá fazer. Joga o chumbo das redes na água e ela inicia seu mergulho formando o grande cerco, armadilha que trará fartura em forma de peixe.

Na areia da praia, ajudantes se juntam a um grupo de pescadores que aguardam o momento para começar a puxada da rede. Quando a tainha à praia, começa a contagem. Aqueles que contam os peixes são indicados pelo patrão.

A contagem é dividida em talhas (uma tainha separada a cada cem). Todos os que ajudaram ganham. Uns mais outros menos. E, nesse espetáculo de fartura e solidariedade, que turistas e moradores nativos juntam-se numa verdadeira irmandade.

Pesca de arrasto ou de arrastão

A pesca da tainha chamada de arrasto ou de arrastão é realizada em todo litoral catarinense. Em Florianópolis, os cercos são feitos na Praia da Barra da Lagoa (onde o mar se comunica com a Lagoa da Conceição através de um canal), Praia dos Ingleses, Campeche e outras. A rede usada é de duzentas braças para cercar menos peixe, por volta de 500 a 1000 e a de 400 braças é para cercar uma quantidade maior.

O Peixe a tainha, nome científico: Mugil Brasilienses tem cor cinza – ajulada a esverdeada no dorso, flancos prateados, segunda nadadeira dorsal e margem da cauda enegrecida e demais nadadeiras amareladas. Seu corpo é robusto, alongado e fuziforme podendo atingir 45 cm de comprimento. A nadadeira caudal tem forma de forquilha.

A pesca da tainha tem sido um grande atrativo para o turismo de inverno e de experiência, dando oportunidade aos turistas de participarem na puxada das redes e ganharem uma tainha ou saborear peixe assado com pirão d'agua, prato típico dos pescadores nativos, que feito no rancho dos pescadores logo após a pescaria.

Fonte: Santur

 
     
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